Assim que recebi meu novo iPad, no dia do lançamento mundial, tratei de instalar uma meia dúzia de aplicativos para pôr à prova a nova tela “Retina”, com quatro vezes a resolução do iPad 2. Não por acaso, metade desses aplicativos eram voltados para a fotografia: iPhoto, da própria Apple, Photoshop Touch, da Adobe; e Filterstorm, um dos mais completos pacotes gráficos para dispositivos iOS, mesmo em sua versão Lite.
Gastando menos de US$ 20, em questão de minutos eu tinha em mãos não apenas um, mas três ótimos softwares de manipulação de imagens. Claro que nenhum deles faz o que um Photoshop CS5 faz, mas o Photoshop custa mais caro que um iPad básico e tem recursos que a maioria das pessoas comuns vai usar. Honestamente, para os ajustes do dia-a-dia, os aplicativos para iOS mais recentes dão e sobram.
Julio PreussEmbora a câmera iSight do novo iPad seja melhor que a do anterior, com direito a sensor retroiluminado de 5 megapixels e conjunto ótico igual ao do iPhone 4S, ela ainda está longe de substituir até a mais simples das digitais compactas. Falta zoom, flash, um disparador mais preciso e, principalmente, não é lá muito prático segurar o tablet à frente do rosto para tirar uma foto.Álbum e editor portátilO valor do iPad para a fotografia definitivamente não é como câmera – para isso, até o iPhone, com sua portabilidade e 8 megapixels, é muito melhor. A utilidade do iPad, especialmente da nova versão, é a possibilidade de organizar, visualizar (na fantástica tela Retina), compartilhar e até editar suas fotos onde quer que você esteja, sem a necessidade de um computador.Ainda me lembro de quando instalei o Photogene no meu primeiro iPhone. A possibilidade de cortar, redimensionar, editar curvas e aplicar alguns fitros básicos direto no celular era revolucionária para a época, e por muito tempo continuei usando o programinha para dar aqueles retoques essenciais nas fotos tiradas com o iPhone, antes de compartilhá-las. A diferença é que agora já começa a fazer sentido importar fotos tiradas com câmeras de verdade para o iPad.O processo de importação poderia ser bem melhor. Bastava a Apple ceder à sua mania de querer controlar tudo o que fazemos com os iGadgets e colocar um leitor de cartões SD no iPad. Facilitaria a transferência das fotos e permitiria expandir a memória do tablet indefinidamente – exatamente o que o acessório iPad Camera Connection Kit faz por mais US$ 29 e o trabalho de carregar outro penduricalho.
Transferência de dados pode ser feita com cartão de memória
que tem comunicação via wi-fiOutra boa alternativa é transferir as fotos por W-iFi. Se você tiver um cartão de memória Eye-Fi X2, com conectividade WiFi, pode instalar o aplicativo gratuito que recebe fotos no iPad/iPhone direto da câmera.Se não, pode comprar o aplicativo Photo Transfer App, que por apenas US$ 3 permite enviar e receber fotos do computador para o dispositivo iOS.
Caixa de ferramentasJá com as fotos no iPad, a questão passa a ser escolher um aplicativo para brincar com elas. O iPhoto, por motivos óbvios, é o mais integrado ao sistema operacional iOS. É também o mais versátil, já que funciona tanto como gerenciador de fotos quanto como editor. E sua interface é a mais visual, com paletas de efeitos e um leque de ferramentas bem mais convidativas do que os ícones muitas vezes indecifráveis dos outros programas.
Recursos avançados no iPhoto
Fonte: TechTudo