Um pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, criou painéis solares a partir de restos vegetais, como grama recém-cortada. A ideia de Andres Mershin foi utilizar o princípio da fotossíntese para gerar eletricidade. A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas geram energia a partir da luz solar.
As moléculas são dispostas em uma superfície de vidro com nanofios de óxido de zinco e uma camada de dióxido de titânio. Quando a luz atinge o painel, tanto a clorofila como o dióxido de titânio transformam a luz em energia e os nanofios se encarregam de dar um destino ao fluxo de elétrons.
O grande problema, relativamente comum a qualquer tecnologia de geração de energia a partir da luz solar, é a eficiência. O painel vegetal tem apenas 0,1% de eficácia. Os painéis fotovoltaicos mais perfeitos, feitos com silício e usados na indústria aeroespacial dificilmente superam 35% de rendimento. A grande vantagem é que painéis feitos com restos vegetais tendem a ser mais baratos do que os de silício no futuro.Em todo caso, a ideia é evoluir a tecnologia até chegar a um ponto em que seja possível comercializar uma pequena sacola de produtos químicos. Seria necessário apenas misturar restos vegetais misturados com os produtos e espalhar o material em algum lugar com exposição ao sol para gerar energia. Mesmo em baixas quantidades, a técnica poderia ser muito útil para regiões de baixa densidade populacional e onde há dificuldade de se levar energia.Fonte: TechTudo








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