Empresa mudou sistema de privacidade, unificando regras de seus serviços.
Diretor no Brasil diz que objetivo é dar escolhas ao usuário.
Um dos tópicos comentados pelo diretor de comunicação nesta sexta foi que, segundo ele, há notícias que dizem que o Google obteve "o que nem o governo americano conseguiu, que é criar uma identidade única na internet”. Ximenes rebateu, dizendo que o Google não tem uma identidade única para o usuário na internet, mas para o usuário do Google. "Somos uma empresa, a internet é muito maior que a gente. Não somos uma porta de entrada na internet, a internet é um ambiente aberto."
O porta-voz também destacou que o Google não passará a coletar dados com a nova política de privacidade porque já o fazia. "Já tínhamos esses dados porque você já utililizava, o log da chamada [do celular do Google, exemplificou] fica registrado. Agora oferecemos ao usuário o controle os dados disponíveis." Junto à explicação da nova política de privacidade, o Google disponibiliza a chamada ferramenta de gestão de privacidade
Uso anônimo e encerramento de conta:
Ximenes destacou que, se o usuário não achar suficiente o controle de seus dados por meio da ferramente de gestão, ele ainda tem a opção de utilizar o Google sem a criação de um perfil (login). Isso, porém, é restrito a alguns serviços, como o de busca e a visualização da maioria dos vídeos no YouTube, por exemplo. Outros, como a rede social Google+ e o próprio Gmail exigem que o usuário tenha uma conta e forneça dados pessoais. O porta-voz não confirma se esse tipo de exigência será ampliada a outros ou novos serviços. "Mas é possível manter mais de um perfil para diversos serviços", afirma, "desde que não seja com o mesmo e-mail; pode até ser com o mesmo nome, porque [o Google] não faz checagem de homônimos".
O diretor destacou ainda que a empresa permite que o usuário que discorde da política retire conteúdo de e-mail e das redes sociais, por exemplo, levando a outro site que escolher, e que informações desaparecem após "dias", quando as contas são fechadas -no Orkut, porém, segundo Ximenes, elas são armazenadas por até 3 meses, após a desativação do perfil, e ficam invisíveis nesse período. "O dado pertence ao usuário, e não ao Google", afirma.
Comparação
Ao comentar críticas à política de privacidade, o diretor faz comparações com outras empresas. "Quem mais sabe sobre você é seu cartão de crédito, não é o Google. Por que as pessoas não estão fazendo as mesmas perguntas sobre outras empresas?", questionou.
Ao comentar críticas à política de privacidade, o diretor faz comparações com outras empresas. "Quem mais sabe sobre você é seu cartão de crédito, não é o Google. Por que as pessoas não estão fazendo as mesmas perguntas sobre outras empresas?", questionou.
Perguntado sobre que tipo de garantia o usuário tem sobre o que é feito com os dados coletados, Ximenes respondeu que a empresa nunca vendeu essas informações e que nunca um ataque aos serviços foi bem-sucedido. "Nosso negócio é 100% construído em credibilidade, não há nada que prenda vocês à gente. Se falharmos na qualidade, ou na credibilidade, vocês vão embora."A nova política do Google, afirma o porta-voz, antecipa que "as experiências na internet serão cada vez mais pessoais", o que ocasionará na mudança de comportamento do usuário. "A tendência é uma experiência mais pessoal, cada vez mais vai ser feita pelo celular. A máquina de casa é multiusuários, o celular, não", compara Ximenes. "Cada vez mais os serviços ele [o usuário] usa têm um grau de personalização, mas ele tem que saber que tem escolha e controle [sobre isso].
Fonte: G1








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